Lisboa tem qualquer coisa. Qualquer coisa que me atrai. É onde há pessoas de todos os tamanhos e feitios. Hoje tive uma chinesa a perguntar-me indicações (e como eu adoro dá-las), um inglês a oferecer-me a mão para me ajudar a atravessar a rua (que nem uma criança) e comprovei que os motoristas dos autocarros da Carris são mesmo simpáticos!
Depois de 11 dias e 10 noite em Tomar, contando com um fim-de-semana cujos únicos seres a quem eu me dirigi eram uma gata e um rapaz de quem nada sei, voltar a Lisboa é uma coisa muito boa. A viagem de duas horas passou-se com rapidez... E a azáfama no metro quase passou despercebida.
Gosto de apanhar o 767 e sair umas paragens antes do suposto Neves para caminhar um bocado e observar coisas e pessoas. E quando estou meia perdida sei que posso entrar num qualquer café e pedir direcções que sei que vou perceber para onde me virar. O 714 também vai para lugares bonitos mas como já eram 18h30, portanto, quase de noite cerrada a vista não é a mesma. O que nos vale são pessoas que por acaso ouvem que queríamos ir a uma determinada
exposição e nos explica que já devíamos ter saído, mas logo a seguir indica-nos um túnel por onde devemos passar.
Assim, um grande OBRIGADA às pessoas que são, vivem e passeiam em LISBOA!


